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11 novembro 2015

Sugestão para leitura:

Human physiological responses to immersion into water of different temperatures.


RESUMO
(tradução livre)

Para diferenciar entre o efeito do frio (resfriamento) e da pressão hidrostática nas funções cardiovasculares e hormonais do individuo, um grupo de homens jovens foi examinado durante 1 h de imersões com cabeça-fora na água em diferentes temperaturas (32°C, 20ºC e 14°C ).
Imersão em água a 32°C não alterou a temperatura retal e a taxa metabólica, mas baixou a freqüência cardíaca (em 15%) e as pressões sanguíneas sistólica e diastólica (em 11%, ou 12%, respectivamente), em comparação com os controles à temperatura do ar ambiente. Atividade da renina, e concentrações de cortisol e aldosterona no plasma também reduziram (em 46%, 34%, e 17%, respectivamente), enquanto a diurese foi aumentada em 107%.
Imersão a 20°C induziu uma diminuição semelhante na atividade da renina plasmática, freqüência cardíaca e pressão arterial sistólica e diastólica como na imersão em termoneutralidade, apesar da temperatura retal reduzido e um aumento da taxa metabólica em 93%. As concentrações plasmáticas de cortisol tendem a diminuir, enquanto a concentração plasmática de aldosterona não foi alterada. A diurese foi aumentada em 89%. Não foram observadas diferenças significativas nas mudanças na diurese, atividade da renina plasmática e a concentração de aldosterona em comparação com indivíduos imersos a 32°C.
Imersão em água fria (14°C) reduziu a temperatura retal e aumentou a taxa metabólica (em 350%), freqüência cardíaca e pressão arterial sistólica e diastólica (5%, 7% e 8%, respectivamente). Noradrenalina e dopamina concentrações plasmáticas foram aumentados em 530% e 250%, respectivamente, enquanto a diurese aumentada em 163% (mais do que a 32°C). As concentrações plasmáticas da aldosterona aumentaram 23%. A atividade da renina plasmática foi reduzida como no decurso da imersão em água à temperatura mais elevada. As concentrações de cortisol tendem a diminuir. As concentrações plasmáticas de adrenalina permaneceram inalteradas. Mudanças na atividade da renina plasmática não foram relacionadas com alterações nas concentrações de aldosterona.
A imersão em água em diferentes temperaturas não aumentou as concentrações sanguíneas de cortisol. Não houve correlação entre as alterações na temperatura retal e as mudanças na produção hormonal. Os nossos dados suportam a hipótese de que as alterações fisiológicas induzidas por imersão em água são mediadas por mecanismos de controlo humoral, enquanto que as respostas induzidas pelo frio são principalmente devido a um aumento da atividade do sistema nervoso simpático.

09 novembro 2015

Sugestão de leitura:

Fonte:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24769068

(Tradução livre)

OBJETIVO:
Investigar a eficácia de exercícios aquáticos no tratamento das condições músculo-esqueléticas.
FONTES DE DADOS:
Uma revisão sistemática foi conduzida usando as bases de dados Ovid MEDLINE, Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature, Embase, e The Cochrane Central Register of Controlled Trials até maio de 2013.
SELEÇÃO DO ESTUDO:
Foram procurados os ensaios clínicos randomizados (RCTs) e quase-RCTs que avaliaram o efeito dos exercícios aquáticos para adultos com condições musculoesqueléticas em comparação com nenhum exercício ou exercício terrestre. Desfechos de interesse foram dor, função física e qualidade de vida. A busca eletrônica identificados 1.199 estudos em potencial. Destes, 1.136 estudos foram excluídos com base nos seus títulos e resumos. Mais 36 estudos foram excluídos após revisão de texto completo, e os restantes 26 estudos foram incluídos nesta revisão.
EXTRAÇÃO DE DADOS:
Dois revisores extraíram independentemente os dados demográficos e as características de intervenção dos estudos incluídos. Os dados dos resultados, incluindo escores médios e SDS, também foram extraídos.
SÍNTESE DOS DADOS:
A base de dados "Physiotherapy Evidence Database" (PEDro) identificou 20 estudos com alta qualidade metodológica (pontuação PEDro ≥6). Em comparação com nenhum exercício, os exercícios aquáticos alcançaram melhoras moderadas na dor, função física e qualidade de vida. Não foram observadas diferenças significativas entre os efeitos do exercício aquático e terrestre sobre a dor, função física ou qualidade de vida.
CONCLUSÕES:
A evidência sugere que exercícios aquáticos tem efeitos benéficos moderados sobre a dor, função física e qualidade de vida em adultos com condições musculoesqueléticas. Esses benefícios parecem comparáveis ​​entre condições e com os obtidos com o exercício terrestre. Mais pesquisas são necessárias para compreender as características de programas de exercícios aquáticos que fornecem o maior benefício.
Copyright © 2014 Congresso Americano de Medicina de Reabilitação. Publicado por Elsevier Inc. Todos os direitos reservados.

PALAVRAS-CHAVE:
Arthritis; Exercise; Hydrotherapy; Musculoskeletal diseases; Osteoarthritis; Rehabilitation

05 maio 2014

07 abril 2014

Mais um trabalho de exercícios na piscina realizado no Brasil:



Autores da Universidade Estadual Paulista e da Faculdade de Medicina de Botucatu.


Texto na íntegra:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3952867/pdf/1413-7852-aob-22-01-00025.pdf

Observação:
É notório neste caso um grave problema dos periódicos nacionais, onde o artigo foi enviado em 2010, aprovado em 2011 e somente publicado em 2014! A pesquisa necessita de maior agilidade na publicidade de seus achados!

21 janeiro 2014

Mais do que evidenciado!

Revisão sistemática evidencia a eficácia superior dos exercícios aquáticos de membros inferiores no tratamento da osteartrite de joelho: redução da dor e melhora da funcionalidade!



Veja o artigo na íntegra aqui!

03 junho 2013

Electromyographic responses during time get up and go test in water (wTUG)


Abstract

The aim of this study was to use sEMG to measure the neuromuscular activity during the TUG task in water, and compare this with the responses for the same task on land. Ten healthy subjects [5 males and 5 females [mean ± SD]: age, 22.0 ± 3.1 yr; body mass, 63.9 ± 17.2 kg. A telemetry EMG system was used on the following muscles on the right side of the body: the quadriceps – rectus femoris [RF], long head of the biceps femoris [BF], tibialis anterior [TA], gastrocnemius medialis [GM], soleus [SOL], rectus abdominis [RA] and erector spinae [ES]. Each subject performed the TUG test three times with five minutes recover between trials in water and on dry land. The % MVC was significantly different (p < 0.05) for majority of the muscles tested during the TUG water compared to dry land. % MVC of RF [p = 0.003, t = 4.07]; BF [p = 0.000, t = 6.8]; TA [p = 0.005, t = 5.9]; and SOL [p = 0.048, t = 1.98]; RA [p = 0.007, t = 3.45]; and ES [p = 0.004, t = 3.78]. The muscle activation of the trunk and the lower limb [VM RF, BF, TA, GM and SOL] were lower in water compared to dry land, when performing a TUG test.

Keywords: EMG, Aquatic, Time to up and go, Hydrotherapy




Artigo completo: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3657083

10 setembro 2010

Mais pesquisas nacionais recentes...

Na recém-lançada edição da Revista Brasileira de Fisioterapia (vol.14; n.3; May/June 2010) dois artigos são da área de Fisioterapia Aquática. Um de pesquisadores de Minas Gerais e outro de pesquisadores do Rio Grande do Sul.

BACKGROUND: Aging compromises the ability of the central nervous system to maintain body balance and reduces the capacity for adaptive reactions. To prevent falls, the reception conditions for sensory information need to be improved. OBJECTIVES: To evaluate the impact of a structured aquatic and a non-aquatic exercise program for lower-limb muscle endurance on the static and dynamic balance of elderly people. METHODS: This was a prospective randomized clinical study in which the variables were assessed before and after the training program. Thirty-six elderly people were evaluated using four tests: the Berg Balance Scale, Dynamic Gait Index, gait speed and tandem gait. The participants were randomized into three groups: aquatic exercise group, non-aquatic exercise group and control group. The exercise groups underwent a program for lower-limb muscle endurance that consisted of 40-minute sessions twice a week for six weeks. The participants were reevaluated after six weeks. The data were analyzed statistically using the univariate ANOVA test for comparisons between the groups before and after the intervention. RESULTS: The program for lower-limb muscle endurance significantly increased balance (p<0.05) in the evaluation tests after the training program. CONCLUSION: The muscle endurance program provided a significant improvement in static and dynamic balance among community-dwelling elderly people. It was also possible to infer that this improvement occurred regardless of the environment, i.e. aquatic or non-aquatic.
Keywords : hydrotherapy; physical therapy; elderly people.

Effect of aquatic physical therapy on pain and state of sleep and wakefulness among stable preterm newborns in neonatal intensive care units
OBJECTIVES: To evaluate the effects of aquatic physical therapy on pain and on the cycle of sleep and wakefulness among stable hospitalized premature infants. METHODS: This study was characterized as an uncontrolled clinical trial on a time series and included 12 clinically stable newborns of gestational age less than 36 weeks who were hospitalized in a neonatal intensive care unit (NICU). After selection, the newborns were placed in a liquid medium for aquatic physical therapy lasting 10 minutes. Movements to stimulate flexor posture and postural organization were performed. The sleep-wakefulness cycle was assessed using the adapted Brazelton (1973)* scale and pain was assessed by the occurrence of signs of pain according to the Neonatal Facial Coding System (NFCS) scale; and physiological parameters. RESULTS: In relation to states of sleep and wakefulness, before the physical therapy, the newborns' behavior varied from fully awake with vigorous body movements to crying. After the physical therapy, the states of sleep ranged from light sleep with closed eyes to some body movement. These values presented statistically significant differences (p<0.001). The score on the pain assessment scale also decreased from 5.38±0.91 to 0.25±0.46, with p<0.001 after the intervention. The vital signs remained stable. CONCLUSIONS: It is suggested that aquatic physical therapy can be a simple and effective method for reducing pain and improving sleep quality among preterm infants in NICUs. Controlled studies with larger numbers of subjects are needed in order to generalize the results.
Keywords : aquatic physical therapy; preterm; neonatology.


Em uma única edição termos dois artigos de FA é uma raridade, que esperamos tornar-se uma constante realidade!

08 junho 2010

"Efeitos do treinamento de exercício aquático em idosos, usando equipamento de resistência aquática"



A Fisioterapia Aquática, como ciência, tem evoluído consideravelmente nos últimos anos...
Iniciaremos as postagens de sugestões de artigos científicos com o resumo abaixo, de um estudo que comparou o treino de resistência (caminhada / população idosa) em piscina com e sem o uso de um novo artefato (veja a figura).


Effects of aquatic exercise training using water-resistance equipment in elderly.
Abstract
To prevent falls in Japan, both gait and resistance training of the lower extremities are recommended. However, resistance training for the elderly induces muscle damage. Recently, aquatic exercise using water buoyancy and resistance have commonly been performed by the elderly. We have now produced new water-resistance equipment. The purpose of the present study was to evaluate the efficacy of aquatic exercise training using the new equipment for the elderly. Subjects were divided into two groups: a resistance group of 12 subjects (using water-resistance equipment) and a non-resistance group of eight subjects (without the equipment). The aquatic exercise training was 90 min, three times per week for 8 weeks, and mostly consisted of walking. All subjects underwent anthropometric measurements, physical performance testing, and profile of mood states (POMS). Significant improvements were observed in muscle strength in plantar flexion, and the timed up and go test (TUG) in both groups. Additionally, 10-m obstacle walking and 5-m maximum walking speed and length with eye-open were significantly improved in the resistance group. Also, a low negative correlation was found between the degree of change in TUG and POMS (tension and anxiety) scores in the resistance group. As it became easier to maintain posture, stand, and move, tension and anxiety in everyday life were alleviated with improvement of strength of the lower extremities and balance function. The present aquatic exercise training using water-resistance equipment may be used by the elderly to improve balance and walking ability, which are associated with the prevention of falls.

Veja também:

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